quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Aos Amigos.

São pequenas coisas que me alegram:

O sorriso retribuído ou dado a mim ou dividido comigo entre piadas e comentários hilários.

O olhar de carinho e ternura ou desejo. O olhar profundo depois de um desabafo ou crítica construtiva, ou então um simples olhar.

O toque, seja na carícia ou quando de forma despreocupada pousa a mão ora no meu ombro, ora no meu joelho enquanto conversa comigo. O toque quando me pede um abraço ou me consola.

A atenção que direciona para mim tanto para falar das minhas culpas e derramar problemas como para falar da vida e contar histórias.

O respeito que dá à minha pessoa e aos meus segredos.

Em me ter como boa companhia.

As chamadas para nos encontrarmos.

A confiança que deposita em mim.

Em se preocupar comigo.

Em saber que está bem e vê-lo crescer profissionalmente.

São pequenas coisas, amigo, que me alegram em tê-lo ao meu lado.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Bem, não te vi.

Bem-te-vi assobia na janela.

“Bem-te-vi”
“Bem-te-vi”

Junto com os raios da manhã na janela.

“Bem-te-vi”
“Bem-te-vi”

Faz lembrar o meu bem em casa.

“Bem-te-vi”
“Bem-te-vi”

Que há anos nem casa, nem vi.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

é no que dá.

Mais uma daquelas conversas prolongadas no telefone, uma conversa séria que nós sabemos bem como termina. Não que seja totalmente proposital, mas é que o sangue já ta quente.
- Preciso desligar!
- Por favor, não desliga!
É o bastante para continuar na linha.
- Estamos como o tempo que relampeja, contudo não chove.
Choveu.
- Adoro chuva!
E choveu no dia seguinte, quando eu procurava palavras. Uma chuva bem mais forte na solidão e dentro de mim.

Acaso (confusa.)

Você sempre presente, seja na lembrança ou no pensamento que chega repentinamente, seja na fofoca, seja na matéria, seja no meu corpo, eu sempre te encontro e reencontro. Não consigo me desligar 100% de ti. Será que acontece o mesmo contigo?

Pergunto-me se um dia isso irá acabar ou se eu quero que acabe. Deixaremos de provocar com ou sem intenção. Deixaremos de nos incomodar com o passado. Eu deixarei de me incomodar com a sua existência.

Pergunto-me quando irei realmente te esquecer (já me disseram que isso nunca ocorrerá). Pergunto-me quando o acaso não te trará de volta e quando a certeza deixa de ser certeza para não ser dúvida, para ser apenas passado sem incomodo ou emoção.

Quando deixarei de procurar explicações para o acaso ou para ti?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Pelo Sertão e Desapego.

Saí de Teresina para o sertão cearense, cidade de Boa Viagem, onde meu pai nasceu. No caminho passamos por uma área de litígio, 40 km de puro descaso e abandono pelos estados do Pi e Ce. Estrada de terra, sem nenhum tipo de policiamento, praticamente um deserto, exceto por algumas casas lá e acolá.Pessoas vivendo de forma tão humilde, porém vivendo e vivendo aparentemente felizes.

É aí que vem aquele pensamento... eu, dentro de um carro confortável, no ar-condicionado, ouvindo uma bossa nova e ainda me maldizendo. Não que eu acredite que aquelas pessoas não reclamem da vida ou que não passem por problemas nas suas pobres vidas. Acontece que esses moradores de casas de barro no semi-árido brasileiro se conformam com situações muito mais extremas e tocam a vida em frente, sem frescura, com pés no chão e coragem para sonhar. Agricultores e vaqueiros feitos com a força do Sol, muitos ainda inocentes e honestos, sem canais de TV a cabo e isolados do mundo, mas pertencentes a natureza.

O luxo é um vício, talvez o pior de todos, pois te torna infantil, ambicioso ou até mesmo ganancioso. Qualidades raras, quase inexistentes num cabloco do sertão nordestino. Lembro os budistas que pregam o desapego as coisas materiais. Ah, se eu conseguisse me desapegar ao prazer de consumir... seria bem mais calma e feliz.

Macaco.

de sorisso largo.
de mãos belas.
de olhos lindos.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Medos.

Eu admito, eu confesso, eu tenho um sério problema com mudanças. Principalmente quando esta mudança ocorre na minha visão de mundo, onde eu tinha certeza que algo era assim e agora passa a ser assado. Vocês não têm noção como isso me assusta!

Vou deixá-los a par da situação, ok?! Eu era uma garota de 15 anos que sonhava com o príncipe encantado, mas enquanto o príncipe não chegava... divertia-me com os desencantados, até que no dia do meu aniversário comecei a namorar e pude perceber no decorrer do namoro como me apego rápido as pessoas com que relaciono. O namoro não deu certo e eu sofri horrores. Porém, estou tentando (e conseguindo) parar de me ver como metade da laranja abandonada e machucada para me achar como uma unidade.

Em outras palavras, um outro medo que eu tinha está começando se tornar algo até que aceitável: terminar meus dias sozinha. Porque o importante agora não é mais constituir uma família, isso foi substituído por uma conta bancária que se inicia com algum algarismo entre 1 a 9 e depois é seguido de zeros (deixa-se claro que quanto maior o algarismo ou/e o número de zeros mais bonita fica a conta.).

Ocorre que essa mudança de visão está simplesmente sozinha, ou seja, continuo me apegando rápido a qualquer cidadão que desperte meus instintos amorosos. Que paradoxo, hein?! E fico nessa... de tentar me adaptar a esta nova visão, saindo um pouco do romantismo do século XIX e indo para o individualismo do século XXI.

Esse nosso bendito século onde pessoas se separam mais do que se casam, onde os relacionamentos são tão rápidos quanto a velocidade do som ou até mesmo da luz, onde se gasta mais dinheiro com estética do que com remédios. Pois é, caros amigos eleitores, e eu estou tentando me adaptar a isto. Conformar em não ter um único homem para a vida toda, mas muitos durante toda a vida. Será que eu consigo? Como mudanças são difíceis e dão medo.