domingo, 22 de março de 2009
Dúvidas.
O que é viver?
É sentir dores?
É ter necessidades fisiológicas?
É saber a amargura do arrependimento sozinho?
É sentir o aconchego da paz em companhia?
É só isso?
Ou é mais?
É estudar?
É trabalhar?
É sorrir?
É chorar?
Por que tudo que é bom há um defeito?
Por que tudo que é defeituoso é admirável?
É a vida dos outros melhor que a minha?
Ou sou eu muito preocupado?
Por que ora parece tão difícil, ora parece tão fácil?
Ter respostas me ajudaria?
Eu continuo com as dúvidas...
Esperando... mas ainda caminhando.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Aos Amigos.
São pequenas coisas que me alegram:
O sorriso retribuído ou dado a mim ou dividido comigo entre piadas e comentários hilários.
O olhar de carinho e ternura ou desejo. O olhar profundo depois de um desabafo ou crítica construtiva, ou então um simples olhar.
O toque, seja na carícia ou quando de forma despreocupada pousa a mão ora no meu ombro, ora no meu joelho enquanto conversa comigo. O toque quando me pede um abraço ou me consola.
A atenção que direciona para mim tanto para falar das minhas culpas e derramar problemas como para falar da vida e contar histórias.
O respeito que dá à minha pessoa e aos meus segredos.
Em me ter como boa companhia.
As chamadas para nos encontrarmos.
A confiança que deposita em mim.
Em se preocupar comigo.
Em saber que está bem e vê-lo crescer profissionalmente.
São pequenas coisas, amigo, que me alegram em tê-lo ao meu lado.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Bem, não te vi.
“Bem-te-vi”
“Bem-te-vi”
Junto com os raios da manhã na janela.
“Bem-te-vi”
“Bem-te-vi”
Faz lembrar o meu bem em casa.
“Bem-te-vi”
“Bem-te-vi”
Que há anos nem casa, nem vi.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
é no que dá.
- Preciso desligar!
- Por favor, não desliga!
É o bastante para continuar na linha.
- Estamos como o tempo que relampeja, contudo não chove.
Choveu.
- Adoro chuva!
E choveu no dia seguinte, quando eu procurava palavras. Uma chuva bem mais forte na solidão e dentro de mim.
Acaso (confusa.)
Pergunto-me se um dia isso irá acabar ou se eu quero que acabe. Deixaremos de provocar com ou sem intenção. Deixaremos de nos incomodar com o passado. Eu deixarei de me incomodar com a sua existência.
Pergunto-me quando irei realmente te esquecer (já me disseram que isso nunca ocorrerá). Pergunto-me quando o acaso não te trará de volta e quando a certeza deixa de ser certeza para não ser dúvida, para ser apenas passado sem incomodo ou emoção.
Quando deixarei de procurar explicações para o acaso ou para ti?
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Pelo Sertão e Desapego.
É aí que vem aquele pensamento... eu, dentro de um carro confortável, no ar-condicionado, ouvindo uma bossa nova e ainda me maldizendo. Não que eu acredite que aquelas pessoas não reclamem da vida ou que não passem por problemas nas suas pobres vidas. Acontece que esses moradores de casas de barro no semi-árido brasileiro se conformam com situações muito mais extremas e tocam a vida em frente, sem frescura, com pés no chão e coragem para sonhar. Agricultores e vaqueiros feitos com a força do Sol, muitos ainda inocentes e honestos, sem canais de TV a cabo e isolados do mundo, mas pertencentes a natureza.
O luxo é um vício, talvez o pior de todos, pois te torna infantil, ambicioso ou até mesmo ganancioso. Qualidades raras, quase inexistentes num cabloco do sertão nordestino. Lembro os budistas que pregam o desapego as coisas materiais. Ah, se eu conseguisse me desapegar ao prazer de consumir... seria bem mais calma e feliz.