quinta-feira, 27 de março de 2008

Saudade.

 





Ultimamente tenho sentido uma saudade gostosa e chata... a saudade de amar alguém e ser amada.
Saudade daquele nervosismo ao encontrar aquela pessoa. Do coração acelerar quando ele me toca, do sonhar acordado e imaginar o dia ao lado dele. Da troca de olhares, da carícia... e de outras tantas coisas... ! Daquele amor sem sofrimentos. Do dia entre amigos e a noite sós ... dividir segredos em sussurros e discutir o assunto do dia ou comentar uma fofoca. E saudade de esperar a ligação e ter ele para ligar. Saudade de respirar o mesmo ar em volta e sentir o aroma... saudade das brigas por descuidos e das pazes, ouvir músicas juntos e fazer nada juntos...


Não há dúvida que eu idealizo muito o amor.
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domingo, 16 de março de 2008

E o Bar do Vasco?

O Kássio se aproximou com o mesmo sorriso maroto que conservara da sétima série, perguntou:
- Se eu não estou enganado, você gostava de rock? Era rockeira.
Depois que eu tirei as sandálias de salto para sambar melhor e sentir o chão molhado. "Ainda sou!" - respondi com um sorriso que foi retribuído acompanhado de um sinal negativo com a cabeça.
O pagode de mesa estava bom. O funk fez descer até o chão. "Só danço 'Créu' quando estou bebendo!" - comentou a Nanda. É amiga, tem que está muito feliz para dançar e ouvir tal música em todas as velocidades.
Nunca me imaginara ali, mas a noite foi boa mesmo assim. Revi amigos de longa data e recordei da gente no Diocesano.
E o Fausto está lembrando um pouco o Ângelo.

sábado, 8 de março de 2008

O Texto.

Esse texto foi encontrado depois da Segunda Grande Guerra num campo de concentração nazista:


"Prezado Professor.

Sou sobrevivente de um campo de concentração.
Meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver.
Câmeras de gás construídas por engeneiros formados.
Crianças envenenadas por médicos diplomados
Mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados de colégios e universidades.
Assim, tenho minhas suspeitas sobre a Educação.
Meu pedido é: ajude seus alunos a tornarem-se humanos.
Seus esforços nunca deverão produzir monstros treinados ou psicopatas hábeis.
Ler, escrever e saber aritmética só são importantes
se fizerem nossas crianças mais humanas."



=*

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Ame-se




Sem egoísmo e com humildade.
Com respeito e sem narcisismo.
Sem audácia e com simplicidade.
Com credibilidade e sem meios-termos.
Sem dúvidas e com fé.
Com paz e sem acomodação.
Sem fanatismo e com melhorias.
Com valor e sem corrupção.
Sem fraqueza e com bases fortes.
Com alegrias e sem exageros.
Sem veneno e com profundidade.
Com responsabilidade e sem mentiras.
Sem feridas e com perdão.
Com companhias e sem malícia.
Sem falhas graves e com paciência.
Ame-se.
Sem ambição.
Sem rancor.
Com emoção.
Com amor.

"There's nothing you can make that can't me made.
No one you can save that can't be saved.
Nothing you can do but you can learn how to be you in time.
It's easy!

All you need is love!"
(Lennon / McCartney)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

O Hippie.

Ele se encontrava sentado em um dos bancos de madeira no centro da avenida Frei Serafim. Seus dedos mexiam como se dedilhasse uma música qualquer, mas a única música que ali havia era o vento nas árvores, dos carros com seus motores e suas buzinas.

Estava nu da cintura para cima, com as pernas muito bem cruzadas e com uma cara que nada lhe trazia preocupação... diria menos ainda as dúvidas do dia seguinte; nem mesmo das horas seguintes, como o que irá jantar ou aonde irá dormir.

Ele com seus cabelos desgrenhados, em cachos, com sua pele morena-canela, mirava o tudo e o nada. Como se toda aquela correria ao seu redor fosse o nada. Ele se postava muito bem sentado no centro da Frei Serafim...

E eu passando na pista, dentro do ônibus, saindo da faculdade e me dirigindo para a casa, com meus botões e pensamentos. Com minhas preocupações próprias para a minha idade (que tipo de preocupação uma garota de 19 anos tem?). Foi quando o vi, o mirei, olhei e senti em um milésimo de segundo inveja - "aquele vagabundo...".
O próximo milésimo de segundo, pena - "não tem o que fazer...".
E o milésimo de segundo seguinte, admiração - "ele não tem rotina. É livre!"

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Assim que...

Ele acordou, se espreguiçou, olhou ao redor, achou o dia mais quente e o quarto mais iluminado, ela estava dormindo e ele podia ouvir a respiração suave.

Admirou aquela expressão singela, aqueles poros, aquele corpo, a pele macia, o cabelo ondulado e os dedos... Precisava se levantar e ir ao trabalho, mas a vontade era de olhá-la: gravar na retina aqueles segundos, abraçá-la de leve, aconchegar seus corpos e voltar a dormir.

Levantou, tomou um banho rápido e correra para o quarto, tinha medo que ela desaparecesse ou despertasse. Vestiu-se e antes de sair, a olhou uma última vez, pois não sabia se ela estaria ali novamente quando voltasse da cansativa rotina.

Foi trabalhar com aquela imagem na mente, antes que as preocupações surgissem na sua cabeça. Depois de tanto tempo sozinho lembrava como era bom está com alguém, mesmo sendo esse momento mínimo.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008