quarta-feira, 8 de abril de 2009

mágoa

a raiva que sinto por ti é diferente.
é um pouco torta, tosca, quase do avesso.
é te odiar e te querer por perto,
desejando que você sempre fique longe.

tentando entender o que é inadmissível (imperdoável?).

sábado, 4 de abril de 2009

... mas

você acorda e percebe que és mais importante que mera nostalgia.

nostalgia

é a tristeza
a lembraça
a saudade


do tempo que não volta mais
do momento que não volta
do sentimento que acabou


dos sonhos que não virão
dos planos que não se realizarão
dos detalhes que não afetarão


nostalgia...

domingo, 22 de março de 2009

Dúvidas.

O que é está vivo?
O que é viver?
É sentir dores?
É ter necessidades fisiológicas?

É saber a amargura do arrependimento sozinho?
É sentir o aconchego da paz em companhia?
É só isso?
Ou é mais?

É estudar?
É trabalhar?
É sorrir?
É chorar?

Por que tudo que é bom há um defeito?
Por que tudo que é defeituoso é admirável?
É a vida dos outros melhor que a minha?
Ou sou eu muito preocupado?

Por que ora parece tão difícil, ora parece tão fácil?
Ter respostas me ajudaria?
Eu continuo com as dúvidas...
Esperando... mas ainda caminhando.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Aos Amigos.

São pequenas coisas que me alegram:

O sorriso retribuído ou dado a mim ou dividido comigo entre piadas e comentários hilários.

O olhar de carinho e ternura ou desejo. O olhar profundo depois de um desabafo ou crítica construtiva, ou então um simples olhar.

O toque, seja na carícia ou quando de forma despreocupada pousa a mão ora no meu ombro, ora no meu joelho enquanto conversa comigo. O toque quando me pede um abraço ou me consola.

A atenção que direciona para mim tanto para falar das minhas culpas e derramar problemas como para falar da vida e contar histórias.

O respeito que dá à minha pessoa e aos meus segredos.

Em me ter como boa companhia.

As chamadas para nos encontrarmos.

A confiança que deposita em mim.

Em se preocupar comigo.

Em saber que está bem e vê-lo crescer profissionalmente.

São pequenas coisas, amigo, que me alegram em tê-lo ao meu lado.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Bem, não te vi.

Bem-te-vi assobia na janela.

“Bem-te-vi”
“Bem-te-vi”

Junto com os raios da manhã na janela.

“Bem-te-vi”
“Bem-te-vi”

Faz lembrar o meu bem em casa.

“Bem-te-vi”
“Bem-te-vi”

Que há anos nem casa, nem vi.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

é no que dá.

Mais uma daquelas conversas prolongadas no telefone, uma conversa séria que nós sabemos bem como termina. Não que seja totalmente proposital, mas é que o sangue já ta quente.
- Preciso desligar!
- Por favor, não desliga!
É o bastante para continuar na linha.
- Estamos como o tempo que relampeja, contudo não chove.
Choveu.
- Adoro chuva!
E choveu no dia seguinte, quando eu procurava palavras. Uma chuva bem mais forte na solidão e dentro de mim.