segunda-feira, 22 de março de 2010

Quebra-cabeça

pequenos detalhes que se encaixam de forma perfeita para dá vida a algo maior.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Poetiza

meus sentimentos são leais
tão profundos quanto uma poça

meus sentimentos são verdadeiros
duram a eternidade da vida de um inseto

meus sentimentos são sinceros
por isso respeite-os.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O gigante e a anã

As diferenças entre eles eram visíveis e invisíveis, mas ninguém se preocupava com isso pois eles mesmos não se preocupavam e nem davam tamanha importância a diferenças.

domingo, 24 de janeiro de 2010

das pequenas coisas.

Talvez você não saiba, mas sãos os teus detalhes que me encantam e me fazem sorrir. Trata-se dos teus lábios se contraindo na forma de um beijo, próximos a minha boca ansiosa para recebé-los. Refere-se ao peso do teu braço adormecido sobre o meu corpo e da paz de te ver adormecer. Das minúcias do teu corpo lindo, mas longe de ser perfeito. Da forma que passa os dedos pelos cabelos negros, lisos e desdrenhados. Da maneira de segurar minha mão e beijá-la, roçando sua boca no dorso, enquanto fecha os olhos e depois os abre para ver-me admirar tal gesto. E como sorri, o sorrido mais cínico e humilde que já vi. E os abraços, ah, os abraços, que eu relutava em me entregar quando você me chateava, mas depois de está próximo do teu corpo, dali não queria mais sair e como era bom sentir tua pele tocar a minha. Pequenos detalhes, que talvez eu não queira esquecer, porém já pertecem a galeria das lembranças.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pesadelo

Em sonho
você volta
e eu temia
você ir embora
de novo

em sonho, doí
o que acordada
guardo na alma

Alma

Há um coração que
não bombeia sangue
mas pulsa por amor e
regozija-se com a paz.

Há lágrimas que não
escorrem pela face
mas permanecem quietas
obscuras como as madrugadas.

Há cicatrizes curadas que
não ficam no corpo,
nem são desejáveis.

Há dores camufladas
mas não esquecidas
e voltam a latejar.

domingo, 22 de novembro de 2009

Ordenar.

Queria eu ter o pleno comando sobre o meu coração, sobre os meus sentimentos, as minhas emoções.
Queria eu ser fria, nada sentir, nada me tirar a calma, nada me emocionar.
Queria eu amar sem paixão, usar somente a razão.
Queria eu não me importar, não sentir o gosto amargo do ciúme.
Ah, como eu queria não sentir o peito apertar, ter total controle sobre minhas emoções,
Tudo prever e nada sofrer.
Com a dureza do concreto me conformar.
Com a realidade, não ir além do que se vê, nada de sonhos.
A esperança não passar de uma palavra descrita em dicionários.


Queria eu não perceber que a vida assim descrita não seria vida.