segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Ame-se




Sem egoísmo e com humildade.
Com respeito e sem narcisismo.
Sem audácia e com simplicidade.
Com credibilidade e sem meios-termos.
Sem dúvidas e com fé.
Com paz e sem acomodação.
Sem fanatismo e com melhorias.
Com valor e sem corrupção.
Sem fraqueza e com bases fortes.
Com alegrias e sem exageros.
Sem veneno e com profundidade.
Com responsabilidade e sem mentiras.
Sem feridas e com perdão.
Com companhias e sem malícia.
Sem falhas graves e com paciência.
Ame-se.
Sem ambição.
Sem rancor.
Com emoção.
Com amor.

"There's nothing you can make that can't me made.
No one you can save that can't be saved.
Nothing you can do but you can learn how to be you in time.
It's easy!

All you need is love!"
(Lennon / McCartney)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

O Hippie.

Ele se encontrava sentado em um dos bancos de madeira no centro da avenida Frei Serafim. Seus dedos mexiam como se dedilhasse uma música qualquer, mas a única música que ali havia era o vento nas árvores, dos carros com seus motores e suas buzinas.

Estava nu da cintura para cima, com as pernas muito bem cruzadas e com uma cara que nada lhe trazia preocupação... diria menos ainda as dúvidas do dia seguinte; nem mesmo das horas seguintes, como o que irá jantar ou aonde irá dormir.

Ele com seus cabelos desgrenhados, em cachos, com sua pele morena-canela, mirava o tudo e o nada. Como se toda aquela correria ao seu redor fosse o nada. Ele se postava muito bem sentado no centro da Frei Serafim...

E eu passando na pista, dentro do ônibus, saindo da faculdade e me dirigindo para a casa, com meus botões e pensamentos. Com minhas preocupações próprias para a minha idade (que tipo de preocupação uma garota de 19 anos tem?). Foi quando o vi, o mirei, olhei e senti em um milésimo de segundo inveja - "aquele vagabundo...".
O próximo milésimo de segundo, pena - "não tem o que fazer...".
E o milésimo de segundo seguinte, admiração - "ele não tem rotina. É livre!"

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Assim que...

Ele acordou, se espreguiçou, olhou ao redor, achou o dia mais quente e o quarto mais iluminado, ela estava dormindo e ele podia ouvir a respiração suave.

Admirou aquela expressão singela, aqueles poros, aquele corpo, a pele macia, o cabelo ondulado e os dedos... Precisava se levantar e ir ao trabalho, mas a vontade era de olhá-la: gravar na retina aqueles segundos, abraçá-la de leve, aconchegar seus corpos e voltar a dormir.

Levantou, tomou um banho rápido e correra para o quarto, tinha medo que ela desaparecesse ou despertasse. Vestiu-se e antes de sair, a olhou uma última vez, pois não sabia se ela estaria ali novamente quando voltasse da cansativa rotina.

Foi trabalhar com aquela imagem na mente, antes que as preocupações surgissem na sua cabeça. Depois de tanto tempo sozinho lembrava como era bom está com alguém, mesmo sendo esse momento mínimo.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Os anéis de Saturno e alguns satélites naturais.



Enquanto isso em Mulungu...



... nem o AA dá jeito para esse pobre rapaz.

Espero logo te rever, Natan. Na semana santa você irá conhecer a capital do PI e vai ver que Fortaleza não está com nada ^^. É brincadeira, claro, gosto muito das duas capitais.
=*

Lembranças Olfativas.

Sim! É claro que isso existe e ainda é muito mais forte do que eu imaginava, uma vez que fotografia relembra um momento, já o aroma traz vários momentos.

Ocorre que meus pais compraram o mesmo desodorante aerossol que o meu ex-namorado usava. Dessa forma, cada vez que alguém usa esse produto aqui em casa e eu sinto o cheiro é como se (a qualquer momento) aquele rapaz que eu tanto amei reaparecesse de novo. É como se ele tivesse fisicamente perto de mim. Até mesmo porque, eu só sentia o cheiro do seu desodorante quando estávamos relativamente próximos.

E eu, obviamente, não gosto dessa insuportável sensação de fantasma do passado perambulando no meu presente. Espectro de algo que já morreu a uma ano e meio atrás, mas ainda me dá uma sensação estranha de relaxamento e angústia quando sinto tal perfume. Maldito cheiro que me traz lembranças felizes a ponto de esboçar um tímido sorriso no meu rosto.

Não! Eu realmente não gosto dessa sensação, desse aroma e desse esboço de sorriso. Ou gosto? Sim, gosto das lembranças, mas não desse sentimento sutil de saudade que surge junto com perfume do insuportável antitraspirante. Então, passasse o cheiro do aerossol e volta o meu estado completo de paz.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Extremos

Penso... até onde vai o instinto materno e o da própria sobrevivência? Enquanto uma mãe se torna heroína, outras tantas praticam atos de violência contra os próprios filhos...