quinta-feira, 24 de julho de 2008

Tão perto e tão longe.

Eu quero falar da dor que aperta meu coração e escorre por entre os dedos das mãos.
Da dúvida que confunde e engana
Misturada a dor que eu não tenho obrigação (talvez nem direito) de sentir.
Ah, se você soubesse que eu só quero amar!
Que eu quero gritar ao mundo e falar baixo ao teu ouvido “te amo”.
E o que é o amor?
Nada de mais...
Algo tão perto que está tão longe.

sábado, 5 de julho de 2008

Simples coisas que alegram.

Abraços.
Rever amigos.
Falar besteiras.
Rir.
Fazer novas amizades.
Dançar e pular.
Isto tudo junto e simultaneamente é melhor que qualquer droga.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

é pura impressão

Você já teve a sensação do seu passado está no seu presente?

Dependendo do que você sente (caso não esteja confuso)... é algo extremamente interessante.

domingo, 1 de junho de 2008

Em mãos.

Confesso ser uma grande admiradora do organismo humano, da sua complexidade e da sua fragilidade. Uma membrana, um citoplasma e um núcleo ou vetor gênico, um RNA ou uma mitocôndria defeituosa para toda a perfeita sincronia desabar.

Porém, mais do que o conjunto que forma um olhar, mais do que as fibras que esboçam um sorriso ou o formato do rosto e os músculos dos membros, as curvas das costas, o que muitas vezes prende a minha atenção são as mãos. Elas são as mentoras do homem, a ferramenta principal de qualquer artista e que realizam as vontades destes. O cego usa as mãos para tatear e decifrar o invisível, o surdo-mudo se comunica através delas.

Por meio das mãos podemos acariciar e machucar, defender-se ou chamar a atenção. Em muitos momentos as mãos são o complemento do conforto.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Qualquer Dia.

Um dia você acorda e nota que chocolates não resolvem mais os seus problemas.
Que você pode simplificar ou dificultar a vida, dependendo do seu humor.
Que o vento da manhã e o brilho das estrelas durante a noite não tem preço.
Que promessas podem te marcar, mesmo quando não são cumpridas.
Que pessoas podem voltar, ir e ficar.
Que não brincamos mais com o tempo, agora ele possuí ritmo e precisamos dançar, andar, realizar de acordo com a batida do tic-tac.
Que enfrentamos na vida medos maiores que o medo da escuridão.
Que levamos mais de um dia para percebemos tudo isso.

domingo, 11 de maio de 2008

Bullying.

Quando eu era mais nova estudei com um garoto que não era bonito, nem normal, possuía uma inteligência privilegiada e gostava de estudar. Esse meu colega de classe era apaixonado por uma das meninas mais gostosas do Diocesano (a guria não tinha o rosto muito bonito, mas era dona de curvas generosas).

A "boazuda" nunca deu muita bola para o pobre do rapaz e grande parte do colégio gostava de rir do jeito desengonçado e dos seus óculos deste. As brincadeiras eram sérias e deixava o garoto (tímido por natureza) mais acuado, sem graça e com sua auto-estima estilhaçada no chão. Este foi o caso de bullying mais forte que já presenciei.

O resultado não foi um assassino ou suicida, foi algo menos trágico, mas, ainda assim, diria que muito grave. O garoto perdeu sua identidade, deixou de estudar para ser mais "mala", passou a usar lentes de contato azuis, quis desfilar em festas com bebidas (lata de cerveja que tinha dentro guaraná), não queria ir à escola e passou a agir de maneira que ele próprio não concordava para poder ter um pouco de paz. A paz não chegava, porém a tristeza da rejeição e da solidão estava sempre perto dele, que tentava espantá-las (às vezes em vão) por meio de consultas com psicólogos.

E eu queria entender o que há de errado com as diferenças, se em cada um há alguma coisinha diferente. O que faz uma pessoa se achar superior ou inferior a outra?!

Como terminou o garoto? Como ele está hoje? Eu não sei... lembro dele, no entanto prefiro acreditar que ele está bem, que superou tudo.

Lágrimas.

O coração aperta por uma dor, um sentimento que pode ser bom ou ruim... e desliza dos olhos para a face.